/ Com a Kino é mais fácil

Como ser um empreendedor de sucesso

O Brasil está mergulhado numa recessão econômica, que é considerada a pior de sua história. Mas o empreendedorismo pode ser a possibilidade de reverter esse quadro. Por isso, é crescente o número de pessoas que optaram por trocar o status de “desempregado” para “empreendedor”.

De acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são mais de 13,5 milhões de trabalhadores em idade produtiva, que estão sem emprego formal no país.

O número é assustador. No entanto, esse contingente não está totalmente inerte. Muitos estão “dando seus pulos” para manter a sua renda e atravessar esse período conturbado da maneira menos dolorosa possível.

Muitas pessoas estão enxergando esse grande tombo como uma oportunidade para se tornar um empreendedor – desenvolver um novo trabalho, empreender, resolver a vida e, também, ajudar a economia se mover novamente.

Nesse momento o modelo tradicional de trabalho está mudando. A mão-de-obra continua necessária nos setores da economia, mas os contratos estão diferentes.

Mudanças na legislação trabalhista não extinguirão os empregos, mas eles diminuíram. Os trabalhadores continuam desenvolvendo tarefas para empresas, mas não como empregados e sim como prestadores de serviço.

O trabalhador terá que se adequar à nova realidade. Terá que deixar de ser um funcionário para se tornar um empreendedor que irá negociar sua própria capacidade de produção.

Bom, a verdade é que não dá mais para chorar o leite derramado e o jeito é se adaptar. O brasileiro terá que se qualificar para ter sucesso nesse novo cenário do mercado de trabalho.

Empreendedor: uma nova fornada de oportunidades

Muitos trabalhadores vão desenvolver novos negócios, seja em suas áreas de atuação ou em outros ramos.

É fato que a grande maioria irá dar o “seu jeito”, “seu pulo”. E quem começar primeiro, certamente estará numa posição melhor quando a economia estiver se normalizando. Como diz o ditado: “Quem chega primeiro, bebe água limpa”!

Para ilustrar melhor essa linha de raciocínio sobre a nova realidade do trabalhador brasileiro e os rumos que a economia tende a tomar daqui em diante, vamos construir um personagem.

Um padeiro, que dedicou os últimos anos a uma panificadora, mas acabou sendo demitido pela queda de faturamento da empresa.

Apesar de ser um excelente profissional, seu empregador não teve como mantê-lo na folha de pagamento, mesmo que isso significasse uma queda da qualidade de seu produto.

Depois de tanto tempo no ofício, o padeiro certamente não tem muitas outras expectativas a não ser tentar encontrar trabalho em outra padaria, ou trabalhar por conta própria com o que sabe fazer de melhor: pão!

Sendo assim, o padeiro poderá muito bem aproveitar seu conhecimento para criar seu próprio negócio de pães e quitandas.

Para o padeiro, formar sua clientela não será um grande problema. Caso ele se concentre em atuar nas imediações de seu antigo emprego e oferecer produtos com preços atrativos e com entrega a domicílio, é muito provável que ele faça sua cartela com os antigos fregueses da padaria.

Ele poderá iniciar seu empreendimento sem grandes investimentos, e a medida que o negócio for ganhando corpo poderá investir em maquinário e, até mesmo, em mão-de-obra. Mas para isso, precisará se formalizar.

A roda nos trilhos certos para o empreendedor

O caminho mais simples e seguro para a formalização de um empreendimento é o Microempreendedor Individual (MEI), que é permitido para mais de 400 atividades e ideal para quem quer se virar por conta própria.

Com o cadastro no MEI, o padeiro poderá ter acesso a linhas de crédito e serviços financeiros que lhe seriam negados caso fosse informal.

Além disso, o padeiro também passará a ter acesso à benefícios sociais, como aposentadoria, auxílio doença ou aposentadoria por invalidez.

A medida que o padeiro desenvolve o seu negócio, ele passa a gerar mais receita, consequentemente eleva a arrecadação e contribui para a girar a roda da economia.

Caso ele queira ir além no seu negócio, terá que mudar seu regime tributário para um modelo menos restritivo como Micro-Empresa, que pode ser tributada pelo Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

Essa escolha vai depender das taxações sobre sua atividade e de uma série de fatores que demandam conhecimento tributário e contábil.

Para o padeiro, é um problema para se pensar amanhã, depois que seu faturamento anual atingir o teto permitido ao MEI que é de R$ 60 mil.

Quando o empreendedor faz a economia girar

Tomara que o padeiro tenha uma grande trajetória em seu negócio, que sua pequena cozinha se transforme numa rede panificadoras ou num grande distribuidor alimentício em escala industrial.

E isso vale para todo empreendedor que irá se deparar com a nova realidade da economia e mercado de trabalho brasileiro.

No entanto, para se atingir sucesso, para fazer a economia girar é preciso se profissionalizar como empreendedor e contar com profissionais qualificados ao seu lado.

Ter o suporte de uma gestão contábil eficiente e qualificada é fundamental para o bom desempenho do negócio.

Além disso, é fundamental que ele faça a sua gestão financeira de forma organizada, para que no futuro, quando o seu negócio deslanchar, ele já tenha experiência no controle de seu fluxo de caixa, entrada, retiradas, tributos e demais movimentações que precisam ser contabilizadas e registradas.

Para isso, é essencial que, desde o início do empreendimento, o padeiro conte com orientações corretas e mantenha o seu negócio em dia, cumprindo com as obrigações legais e tributárias.

Leia também:

  1. Desafios de Gestão para o novo empreendedor
  2. Como me tornar um Microempreendedor MEI e sair do desemprego
  3. Guia: 6 Passos para abrir a sua empresa

 


Sobre o Autor
Bruna Moreira