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Mulheres empreendedoras: crescimento de mulheres à frente dos negócios

O número de mulheres empreendedoras é cada vez maior no Brasil. E não se trata de uma afirmação baseada em “achismo”.

Segundo o Portal Brasil, do Governo Federal, o Empreendedorismo Feminino cresceu 34% nos últimos 14 anos, de acordo com balanço publicado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).  Até 2014, eram 7,9 milhões de mulheres empreendedoras.

E isso não está acontecendo somente no Brasil. De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), dos novos empreendimentos criados no mundo, 51,1% são iniciados por mulheres. E as razões são óbvias.

Já não é novidade que nas últimas décadas as mulheres têm ocupado mais espaço no mercado de trabalho.

Essa maior participação se deu inicialmente por uma questão financeira: necessidade de complementação de renda da família. Assim, a mulher que antes “deveria” apenas tomar conta da casa e dos filhos, precisou ir para o mercado para ajudar nas contas de casa.

O novo papel das mulheres empreendedoras

O novo papel da mulher se deu também por uma conquista de espaço. Para se ter uma ideia, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) aponta que 40% dos lares são chefiados por mulheres.

No entanto, as mulheres ainda continuam sofrendo com diferenciação de tratamento diante dos homens. Segundo o IBGE, elas recebem 30% a menos para exercer a mesma função que um homem no mercado tradicional de trabalho.

Assim,  salários mais baixos, receio de contratação devido a uma possível gravidez e outros fatores, que acabam desvalorizando a mulher como profissional, têm sido motivações para que elas se tornem donas de seu próprio negócio.

Não é por acaso que, dos lares chefiados por mulheres, em 41% elas são donas de seus próprios negócios.

Mas, muito além de buscar vencer obstáculos e vícios do mercado de trabalho, a mulher empreendedora busca também a flexibilização do tempo e a liberdade financeira. Afinal, como donas de seus negócios, elas conseguem mais tempo para acompanhar o desenvolvimento dos filhos.

Motivações das mulheres empreendedoras

E, como mostra o especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional, Eugênio Mussak, em um estudo acadêmico realizado em 2004, o empreendedorismo também deu às mulheres a oportunidade de aumentar a sua renda.

Segundo o autor, no mesmo período em que a renda dos homens cresceu em média 19% a das mulheres empreendedoras subiu 43%.

E por que elas têm sucesso em seus empreendimentos? Pelo fato de serem focadas e determinadas naquilo que querem fazer.

Case: a mulher empreendedora no mundo dos esportes

Marta Firestone Ford é a viúva de William Clay Ford. Pelo nome dá para deduzir que Marta não precisa trabalhar.

Mas ela trabalha, apesar de pertencer às famílias com participações em duas gigantes da indústria automotiva.

Marta é a dona do Detroit Lions, franquia da liga de futebol americano, a NFL. No alto de seus 92 anos, ela se tornou uma das principais personagens dentro do time e tem acompanhado de perto o desempenho de seus atletas.

Na temporada de 2016, os Lions começaram o ano sem nenhuma expectativa e fadados a repetir a fraca performance de 2015.

Marta assumiu as rédeas do time, substituiu profissionais, passou a supervisionar os atletas de perto e conseguiu levar os Lions para os playoffs.

Não deu para vencer o Super Bowl, mas impôs um ritmo para que o time mudasse sua postura.

Tanto que nesta temporada, os Lions venceram três dos quatro jogos que disputou e lideram a divisão NFC Norte.

Se o poder feminino conseguiu mudar um time de futebol americano, que é um ambiente extremamente machista, imagine o que pode fazer com qualquer outro negócio?

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Sobre o Autor
Felipe Drummond