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PJ – quais são os riscos que o profissional precisa se preocupar?

No Brasil é cada vez maior o número de trabalhadores que têm optado por deixarem o serviço formal, com carteira de trabalho (CLT), para se tornarem profissionais autônomos, o famoso PJ.

Como PJ, o trabalhador, na verdade, se torna uma empresa – Pessoa Jurídica, e passa a arcar com as taxas e tributos referentes ao perfil de atividade que exerce, conforme tabela de tributação de acordo com o CNAE.

Além disso, o PJ deixa de ter acesso a todos os benefícios sociais que são concedidos ao trabalhador contratado como CLT, entre eles: férias, décimo terceiro, fundo de garantia, auxílio doença, aposentadoria por invalidez ou por tempo de serviço.

Para usufruir desses serviços, o PJ precisará arcar com esses custos, das seguintes formas:

  1. Caso consiga se enquadrar como MEI – Microempreendedor Individual poderá pagar as taxas e ter acesso ao auxílio doença e aposentadoria; ou
  2. Pagar o INSS através do Pró-Labore; ou
  3. Contratar os serviços particulares – previdência privada, assistência médica, seguro de vida, entre outros.

No entanto, muitos profissionais não se preocupam com essas questões e só se lembram disso quando ocorre algum imprevisto, seja doença, necessidade de cirurgia, acidente, entre outros.

O problema é que nessa hora os custos são muito mais altos e, muitas vezes, o profissional não possui uma reserva financeira para arcar com as despesas.

Conversamos com Alessandra Fernandes, Consultora de Seguros de uma empresa Internacional, para entender melhor o que os profissionais autônomos podem fazer e quais as opções disponíveis para que não passem aperto na hora em que mais precisarem.

O profissional PJ tem o costume de se prevenir?

ALESSANDRA FERNANDES: É comum encontrarmos pessoas que gastam 2 mil reais por ano (ou mais) com o seguro do carro, mas não pagam menos de 10% disso para se proteger se acontecer algo inesperado.

É importante que os profissionais autônomos mudem esse pensamento e comecem a entender o seguro de vida como um item básico de planejamento financeiro.

Como isso pode ajudar o profissional autônomo PJ?

ALESSANDRA FERNANDES: O planejamento financeiro adequado e a contratação de um plano de seguro ou assistência médica ajudarão o profissional em caso de doença grave, invalidez total ou parcial, perda de autonomia pessoal, internação hospitalar, entre outros.

Afinal, o PJ não tem direito aos benefícios normais que um trabalhador CLT. Dessa forma, além de não contar com o suporte do INSS ou de um plano de saúde, quando ele se ausenta do trabalho também deixa de receber da empresa para a qual presta serviço.

Por isso, ele deve procurar uma opção de seguro que ofereça a ele o suporte financeiro que precisará nessas situações.

Hoje no mercado existem seguros que já oferecem coberturas amplas para casos de doenças e de acidentes, inclusive em caso de internações. É importante pesquisar e avaliar as opções disponíveis.

Como funciona o seguro?

ALESSANDRA FERNANDES: O pagamento da indenização é isento de Imposto de Renda e, em caso de morte, é feito independentemente do inventário ou da partilha de bens entre os herdeiros, que podem demorar.

Quanto mais jovem e saudável for o profissional, mais barato é o seguro de vida. Por isso, ao contratar uma apólice, é preciso fornecer informações verdadeiras sobre o estilo de vida e estado de saúde.

Para calcular o preço, a seguradora considera a probabilidade de o profissional morrer durante o período de vigência.

O tamanho da indenização que o profissional precisa pode aumentar ou diminuir com o tempo, conforme o que acontecer na sua vida.

Quando os filhos se tornarem independentes financeiramente, por exemplo, é possível pagar um seguro mais barato, com uma indenização menor.

 Existem opções de seguro “customizadas”, para perfis diferentes de pessoas?

ALESSANDRA FERNANDES: É possível desenvolver um sistema de proteção financeira personalizada e com um acompanhamento, que possibilita propor adequações na solução de proteção sempre que há mudanças nas necessidades do PJ.

Trabalho com um plano que apresenta pagamento nivelado, estabelecidos no início da contratação, sem reajuste por idade durante a vigência contratada.

No caso de um sinistro, consigo pagar o benefício em média até cinco dias úteis, a partir do recebimento de toda a documentação necessária.

Isso é possível devido ao processo de análise de risco, sem custo para o cliente, através de uma criteriosa avaliação do potencial antes da contratação.

E vale lembrar ao profissional que é possível realizar um estudo completo, sem nenhum custo, antes de fazer a contratação.

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Sobre o Autor
Bruna Moreira